Inflamação silenciosa pode reduzir a rentabilidade na suinocultura
No estúdio da agriNewsBrasil, durante o 18º SBSS, especialistas da Phytobiotics explicaram como desafios subclínicos podem comprometer conversão, ganho de peso e custo final dos lotes, e por que a prevenção pode ser mais rentável que o tratamento.

Inflamação silenciosa pode reduzir a rentabilidade na suinocultura
O estúdio da agriNewsBrasil, montado no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), ofereceu um espaço de qualidade para aprofundar os temas técnicos que impactam diretamente a produção de suínos. Entre os entrevistados, Dimitri Moreira de Freitas, gerente de Projetos Globais da Phytobiotics, e Gabriela Martins de Souza, coordenadora Técnica Comercial da empresa, discutiram um problema que pode passar despercebido na rotina das granjas: a chamada inflamação silenciosa.
O custo que não aparece no dia a dia
Segundo Gabriela, mesmo granjas consideradas sanitariamente estáveis podem enfrentar perdas provocadas por processos inflamatórios leves e contínuos. Em sistemas de alta produtividade, explica, a diferença de desempenho pode estar justamente nos detalhes.
A inflamação acompanha o suíno ao longo das diferentes fases de produção e pode ser desencadeada por diversos desafios. Quando permanece em níveis subclínicos, nem sempre apresenta sinais visíveis, mas pode comprometer o aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, o desempenho do animal.
“Muitas granjas atualmente acabam não investindo na questão de prevenção porque não estão vendo o problema ali no dia a dia. Esperam realmente dar esse problema no fim para fazer um tratamento curativo, o que muitas vezes acaba saindo muito mais caro”, destacou Gabriela.
Para identificar essas perdas, a recomendação dos especialistas é evitar uma análise isolada de indicadores como conversão alimentar, ganho de peso diário ou mortalidade. Esses números precisam ser interpretados em conjunto com o histórico de cada lote e os desafios específicos enfrentados na granja.
Desmame, creche, presença de determinados patógenos e condições inflamatórias são alguns dos fatores que podem ajudar a explicar alterações de desempenho.
Para Dimitri, justamente por não ser evidente, o desafio subclínico exige uma visão ampla dos resultados. As perdas podem aparecer apenas no final do ciclo, na forma de pior conversão, menor ganho de peso ou aumento do custo de produção.
Durante a entrevista, Dimitri também explicou o posicionamento da Phytobiotics em relação ao Sangrovit, solução desenvolvida há mais de duas décadas e associada ao controle dos processos inflamatórios.
De acordo com o especialista, embora a inflamação seja parte da resposta fisiológica de animais submetidos a altos níveis de produção, algumas fases são especialmente estratégicas, como o período inicial de vida do leitão e a fase reprodutiva das leitoas.
A lógica, segundo ele, é avaliar o custo global do lote e identificar oportunidades de intervenção antes que o problema se transforme em uma perda mais expressiva.
“É muito mais rentável a gente prevenir um problema do que deixar o problema surgir para tentar remediar”, afirmou Dimitri.
Em um cenário de margens pressionadas, a avaliação dos especialistas é que decisões relacionadas à nutrição e à prevenção precisam ser analisadas pelo impacto sobre a rentabilidade final, e não apenas pelo custo imediato de cada solução.
Para os especialistas, produzir em alta performance significa justamente enfrentar desafios que nem sempre são visíveis. Por isso, acompanhar os indicadores, interpretar o histórico dos lotes e atuar preventivamente pode ser decisivo para recuperar eficiência e reduzir custos.
Entrevista completa
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