22 maio 2026

Iuri Pinheiro Machado aponta alta competitividade da carne suína e destaca oportunidade histórica para expansão do consumo interno

Competitividade da carne suína amplia oportunidades no varejo e fortalece perspectivas de consumo interno no Brasil.

Iuri Pinheiro Machado aponta alta competitividade da carne suína e destaca oportunidade histórica para expansão do consumo interno

Competitividade da carne suína amplia oportunidades no varejo e fortalece perspectivas de consumo interno no Brasil.

Iuri Pinheiro Machado aponta alta competitividade da carne suína e destaca oportunidade histórica para expansão do consumo interno

Durante o lançamento da 14ª Semana Nacional da Carne Suína, o analista de mercados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Iuri Pinheiro Machado, apresentou uma análise técnica do cenário atual das proteínas animais no Brasil e destacou que a cadeia suinícola vive um momento estratégico para consolidação do consumo interno da proteína.

A apresentação reuniu dados de produção, comportamento de mercado, competitividade frente às demais proteínas e perspectivas para o setor ao longo de 2026. O ponto central foi a combinação entre aumento de oferta, pressão sobre os preços ao produtor e maior competitividade da carne suína no varejo.

Com base nos dados preliminares do IBGE, o primeiro trimestre registrou crescimento de aproximadamente 5,5% no número de suínos abatidos em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, o aumento em volume produzido foi menor, ficando em torno de 2,6%, o que indica redução no peso médio dos animais abatidos.

Esse movimento sinaliza aumento expressivo da oferta de animais no curto prazo, com maior disponibilidade de carne no mercado doméstico. O crescimento representa aproximadamente 800 mil cabeças adicionais abatidas no trimestre, o equivalente a cerca de 9 mil animais a mais por dia em relação ao mesmo período do ano passado.

O cenário cria pressão sobre os preços pagos ao produtor. A ampliação da oferta, somada ao ritmo ainda limitado de reação do consumo interno e ao endividamento das famílias brasileiras, impacta diretamente a rentabilidade da atividade. Ainda assim, a carne suína apresenta hoje uma condição de competitividade favorável frente às demais proteínas.

Os números apresentados por Iuri mostram que a diferença entre os preços da carne bovina e da carne suína atingiu um dos maiores níveis observados desde o início da Semana Nacional da Carne Suína, em 2016. Enquanto a carne bovina permanece em patamar elevado, a carne suína mantém preços significativamente mais competitivos no atacado.

Esse diferencial foi tratado como uma oportunidade estratégica para ampliar a presença da proteína nas gôndolas e ganhar participação no consumo alimentar dos brasileiros. O varejo possui condições favoráveis para trabalhar preço, exposição, promoção e comunicação da carne suína ao longo dos próximos meses.

A análise do analista também comparou o comportamento da carne suína com o frango. O frango voltou a se aproximar dos preços da carne suína no atacado, reduzindo a distância histórica entre as proteínas e ampliando a disputa por espaço no consumo doméstico. Ainda assim, a carne suína mantém elevado potencial competitivo pela versatilidade, qualidade e diferenciação de cortes.

As exportações brasileiras de carne suína também foram apontadas como fator essencial para o equilíbrio da cadeia produtiva. As vendas externas registraram crescimento próximo de 15% no período analisado, ajudando a absorver parte importante da produção nacional e reduzindo a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o ritmo atual pode não se manter ao longo de todo o ano, o que aumenta a importância estratégica do consumo doméstico.

Outro ponto relevante foi o crescimento do abate sob inspeção estadual e municipal. Esse segmento apresentou expansão superior à observada nos frigoríficos sob inspeção federal ao longo dos últimos anos, indicando fortalecimento do mercado regional de carne suína in natura e maior presença de cortes frescos no consumo doméstico.

Na avaliação apresentada por Iuri, esse avanço demonstra uma mudança gradual na percepção do consumidor brasileiro sobre a proteína. O crescimento da carne suína in natura indica que o mercado doméstico está se diversificando e criando novas oportunidades para frigoríficos regionais, varejo e produtores.

Embora o momento ainda seja desafiador para o produtor, especialmente pela redução das margens e pela pressão sobre os custos, o atual cenário representa uma oportunidade histórica para transformar competitividade em ganho estrutural de consumo.

Ganhos conquistados em períodos anteriores de maior competitividade acabaram se consolidando no mercado brasileiro, contribuindo para elevar o consumo per capita da carne suína. A expectativa é que a combinação entre preço competitivo, ações de varejo e comunicação qualificada possa gerar novo avanço na presença da proteína na mesa dos brasileiros.

Regiões como Norte e Nordeste foram apontadas como áreas estratégicas para expansão do consumo nacional, principalmente pelo baixo consumo per capita histórico e pelo avanço de grandes redes supermercadistas nesses mercados.

Ao encerrar sua participação, Iuri Pinheiro Machado reforçou que a competitividade atual da carne suína, associada às ações da Semana Nacional da Carne Suína, cria um ambiente favorável para o crescimento sustentável da proteína no Brasil.

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