Matriz dá à luz 36 leitões em granja de MS
Caso registrado em uma granja multiplicadora da Cooasgo, em Rio Verde de Mato Grosso (MS), reforça o potencial da genética moderna, mas evidencia que mão de obra qualificada e manejo continuam sendo decisivos para transformar leitegadas numerosas em resultados produtivos.

Matriz dá à luz 36 leitões em granja de MS
Por redação suínoBrasil
Mais um caso de alta prolificidade chamou a atenção da suinocultura brasileira. Desta vez, uma matriz da Granja Rio Verde, unidade multiplicadora da Cooperativa Agropecuária de São Gabriel do Oeste (Cooasgo), em Rio Verde de Mato Grosso (MS), deu à luz 36 leitões. O episódio ocorre poucos tempos após ganhar repercussão o caso de uma matriz que pariu 46 leitões. Ambos os casos reforçam o avanço genético observado nas granjas comerciais.
Relembre o caso recorde de 46 leitões. Clique aqui.
Para o gerente de Suinocultura da Cooasgo, Marcos Piaia, números como esses evidenciam o potencial que a genética atual pode oferecer, mas também aumentam a responsabilidade das equipes dentro das granjas.
“O maior desafio ainda continua sendo a mão de obra para o cumprimento dos processos operacionais, seguindo os padrões exigidos pela genética.”
Embora a genética tenha ampliado significativamente o número de leitões nascidos por parto nos últimos anos, Piaia destaca que os resultados dependem diretamente da execução correta dos manejos. Segundo ele, muitas granjas ainda enfrentam dificuldades para formar e manter equipes comprometidas, enquanto outras conseguem transformar esse diferencial em desempenho produtivo.
“Nessa granja que estamos falando, contamos com uma equipe extremamente comprometida com os resultados.”
Na avaliação do gerente, esse comprometimento é fundamental para acompanhar a evolução genética e atender às exigências de manejo impostas por matrizes cada vez mais prolíficas.
Apesar da repercussão provocada por leitegadas extremamente numerosas, Piaia afirma que, na Cooasgo, o principal objetivo continua sendo produzir leitões desmamados com qualidade.
“Nosso objetivo sempre foi leitões desmamados com qualidade. Esse sempre foi nosso foco. Com certeza, se conseguirmos explorar o maior desempenho das fêmeas e obter mais leitões vivos com viabilidade econômica, isso seria o mundo perfeito.”
Segundo ele, a cooperativa vem observando uma evolução conjunta tanto no número de leitões nascidos quanto na qualidade dos resultados obtidos.
“Na nossa realidade, esse crescimento não está em descompasso. Estamos tendo um crescimento nos nascidos e uma evolução na qualidade também. Isso é comprovado pelos resultados alcançados nos últimos anos.”
Para Piaia, o nascimento de 36 leitões representa um indicativo do potencial que a genética moderna já é capaz de entregar. No entanto, ele ressalta que esse avanço exigirá cada vez mais qualificação das equipes e excelência na execução dos manejos.
“Isso representa um futuro, sim. É um potencial que a genética já está mostrando que consegue entregar. Mas precisamos de mão de obra qualificada para que possamos estar prontos para esses novos desafios.”
O novo caso reforça que a evolução da genética continua ampliando o potencial produtivo das matrizes. Ao mesmo tempo, evidencia que transformar leitegadas cada vez maiores em bons índices de desmame depende da combinação entre manejo, processos bem executados e equipes preparadas, fatores que, segundo a própria Cooasgo, permanecem no centro da estratégia para alcançar resultados consistentes.
Matriz dá à luz 36 leitões em granja de MS
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