07 jul 2026

Produção de biogás nas granjas reforça potencial da suinocultura capixaba para o biometano

Com cerca de 90% das granjas equipadas com biodigestores, a suinocultura do Espírito Santo já aproveita os dejetos para gerar energia e vislumbra avanços na produção de biometano.

Produção de biogás nas granjas reforça potencial da suinocultura capixaba para o biometano

Suinocultura do ES avança no uso de biodigestores

A suinocultura do Espírito Santo já apresenta avanços importantes no aproveitamento energético dos dejetos produzidos nas granjas. O tema foi destaque durante o Vitória Energy 2026, quando o diretor executivo da AVES e da ASES, Nélio Hand, apresentou o potencial da atividade para contribuir com a geração de energia renovável e com o fortalecimento da economia circular.

De acordo com os dados apresentados, a suinocultura capixaba gera cerca de 30,5 mil metros cúbicos de dejetos por mês. Atualmente, aproximadamente 90% da produção estadual conta com biodigestores, permitindo que parte dos produtores utilize o biogás para abastecer as próprias granjas, enquanto outros já comercializam a energia excedente junto às concessionárias.

Segundo Hand, o cenário demonstra que o aproveitamento dos resíduos já é uma realidade na atividade. No entanto, a produção de biometano em escala comercial ainda depende da superação de desafios econômicos e estruturais.

“Os resíduos produzidos pelas cadeias de aves e suínos já são muito bem aproveitados pelos produtores. O grande desafio é transformar esse potencial em projetos economicamente viáveis para produção de biometano”, afirmou.

Entre os principais entraves estão os investimentos necessários para implantação das plantas de produção e a necessidade de maior participação de empresas do setor de gás interessadas em desenvolver projetos no Espírito Santo.

Potencial para novos negócios

Experiências internacionais mostram que o aproveitamento energético dos resíduos orgânicos pode representar uma importante alternativa de desenvolvimento econômico. Na Espanha, por exemplo, resíduos da avicultura e da suinocultura já são utilizados para produzir biometano, fertilizantes e dióxido de carbono biogênico, agregando valor aos resíduos gerados nas propriedades.

Para a ASES, o Espírito Santo reúne condições favoráveis para desenvolver projetos semelhantes no médio prazo, especialmente pela presença consolidada da atividade suinícola e pelo avanço já observado no uso de biodigestores.

“O setor acompanha essa evolução com interesse. Hoje, os resíduos já possuem aproveitamento consolidado, mas acreditamos que, com o amadurecimento do mercado, redução dos custos, novos investimentos e estruturas apropriadas à realidade local, o biometano poderá se tornar mais uma alternativa de geração de renda para os produtores e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo”, ressaltou Nélio Hand.

A entidade avalia que acompanhar as discussões sobre a transição energética e o futuro da produção de biometano é fundamental para ampliar as oportunidades dos produtores capixabas e fortalecer a sustentabilidade da suinocultura no Estado.

Suinocultura do ES avança no uso de biodigestores

Fonte: ASES – com adaptações da redação suínoBrasil.

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