Depois de setembro marcar a primeira alta do ano para vivo e carcaça, Cepea aponta avanço também nos preços dos cortes.

As cotações do suíno vivo e da carcaça suína seguem em alta neste início de outubro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento é sustentado pela maior demanda por carne suína e pela oferta limitada de animais vivos.
A atualização desta semana mostra uma mudança importante em relação ao cenário observado no fim de setembro. Na nota divulgada pelo Cepea em 1º de outubro, o Centro apontava que o suíno vivo e a carcaça haviam registrado a primeira valorização mensal de 2026, mas os preços dos cortes ainda recuavam. Agora, segundo os pesquisadores, os cortes que estavam desajustados em relação aos valores da carcaça também passaram a subir.
Com isso, a valorização deixa de ficar concentrada no animal vivo e na carcaça e passa a alcançar também os produtos comercializados ao longo da cadeia.
Outro ponto destacado pelo Cepea é o comportamento dos produtores. Os suinocultores têm mantido ajustado o peso dos animais, evitando uma oferta excessiva no mercado interno e contribuindo para a sustentação das cotações.
Em setembro, os preços do suíno vivo avançaram nas cinco praças acompanhadas pelo Cepea, com alta de 22,31% em Minas Gerais, 19,67% em São Paulo, 19,60% no Paraná, 16,08% no Rio Grande do Sul e 14,88% em Santa Catarina. A carcaça suína especial também subiu, acumulando valorização de 16,28% no mês.
Naquele momento, o Cepea apontava que a menor oferta de carne suína, a demanda doméstica mais firme e o ritmo mais intenso de negócios da indústria haviam sustentado a recuperação. Para o início de outubro, os agentes consultados pelo Centro projetavam demanda mais aquecida e maior atuação da indústria na formação de estoques para as festas de fim de ano.
A nova leitura indica que parte dessa expectativa começa a se confirmar: a demanda segue sustentando as cotações e a valorização se espalha para os cortes, enquanto a oferta de animais permanece ajustada.
O comportamento das próximas semanas será importante para definir se a recuperação iniciada em setembro ganhará continuidade ao longo do último trimestre.
Fonte: Cepea/Esalq-USP.
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